sábado, 28 de novembro de 2015

DO FACE

ASSIM SÃO TODOS OS VERMELHOS(COMUNISTAS), COVARDES, TRAIDORES, ASSASSINOS...
 
Depoimento acerca da Intentona Comunista de 1935, que hoje completa 80 anos...


Leonardo RC Araujo em 3º Regimento de Infantaria - RJ.
27 Nov - Minha continência ao Capitão de Infantaria Danilo Paladini
Era véspera de 27 de novembro de 1935.
Meu pai, o jovem 1º Tenente de Infantaria Taltibio Araujo, servia no 3º Regimento de Infantaria, no Rio de Janeiro, e estaria de serviço como Oficial de Dia, no dia seguinte, 27. Não sabia ele que estava marcado para ser assassinado...
Como era solteiro, um companheiro seu, o 1º Ten Inf Danilo Paladini, solicitou-lhe que trocasse de serviço com ele, ficando em seu lugar, já que era casado e sua esposa teria uma consulta médica no dia 28, quando ele estaria de serviço como Oficial-de-Dia.
Trocada a escala, Paladini assumiu e cumpriu suas tarefas normalmente pela manhã e pela tarde.
A noite desse dia estava muito escura e a chuva caia a cântaros.
Em certa hora, o 1º Ten Paladini pegou a viatura para realizar uma ronda externa. Ao chegar no Corpo da Guarda, o 1º Ten Ivan Ramos Ribeiro, seu companheiro até o dia anterior, simplesmente levantou a janela de lona da viatura e, de imediato, desferiu um tiro de revólver calibre 45 nas costas do 1º Ten Paladini, sem ao menos verificar quem era.
Não sabia ele que o serviço havia sido trocado... e que assassinara o Oficial errado.
Enquanto isso, diversos militares, ainda dormindo, foram mortos à faca ou a tiros em alguns quartéis do Rio de Janeiro, principalmente no 3º RI.
Era o início de uma tentativa de revolução armada liderada por Luis Carlos Prestes, Agildo Barata e outros líderes comunistas, mais tarde conhecida como a Intentona Comunista de 1935.
Prestes, Capitão do Exército e líder tenentista convertido ao comunismo, dirigiu o levante em articulação direta com a direção da Internacional Comunista, que mantinha junto a ele um grupo de militantes comunistas internacionais, composto pela companheira de Prestes, a comunista alemã Olga Benário, além do argentino Rodolfo Ghioldi, do alemão Arthur Ernest Ewert, de Ranieri Gonzales e de alguns outros militantes ligados ao Comitê Executivo da Internacional Comunista.
Meu pai viveu, felizmente, mas o 1º Ten Danilo Paladini e outros 31 militares do 3º RI foram assassinados da mesma maneira covarde por alguns que deveriam ser “irmãos de armas”, somente porque não professavam a mesma ideologia e representavam perigo para a "revolução comunista". Matar um companheiro de armas dormindo, ainda sonâmbulo ou pelas costas não é combate, não é luta… é traição e covardia.
Em 1989, Irma, a filha do capitão Danilo Paladini, deu o seguinte depoimento: “Vi, tive em mãos, cuidadosamente guardada para mim por minha mãe, a farda que meu pai vestia quando foi morto. Ali estava nítida a marca do tiro que, pelas costas, lhe penetrara o pulmão, saindo pelo coração.”
As famílias dos mortos pelos comunistas, tanto civis como militares, jamais receberam qualquer indenização.
Danilo Paladini foi promovido post mortem a Capitão.
Assim, a cada 27 de novembro, presto a minha mais emocionada continência ao Capitão de Infantaria Danilo Paladini. Se não fosse por esse herói, minha família não existiria...
Na foto, devidamente marcados, algumas da vítimas da ação comunista.